Tentações para o fim-de-semana

Oh, The Temptation from Steve V on Vimeo.

Culinária

Quem aqui me acompanha sabe que uma das coisas que adoro é tudo o que tenha a ver com tachos, panelas (, a Bimby lá pelo meio), doces, salgados e qualquer coisa que esteja relacionada com o assunto. Em tempos jurei (quase) a pés juntos que no dia em que tivesse O Livro de Pantagruel nunca mais gastaria dinheiro em revistas de culinária. Mentira! Grande mentira! No entanto, com a variedade de (bons) sites que existem sobre o assunto, o vício das revistas abrandou e de vez em quando encontro verdadeiras delícias de fazer salivar e criar um buraco no estômago, e como não sou de guardar estas coisas só para mim, apresento a quem não conhece o FlagranteDelícia - as sobremesas de Leonor de Sousa Bastos. Deliciem-se!


Nota: o mosaico foi composto com as fotos das seguintes receitas:

Presentes de Natal

Já????????
Já! e por diversas razões:
- dos poucos que ofereço, são muitos os que faço e para isso é necessário tempo;
- detesto aquisições de última hora, pois a tendência para uma escolha errada é certeira;
- este ano não resisti a algo que vem de longe para alguém que está bem perto.


PS- Obrigada, Carlos, pelo post da semana passada.

Ideias ou idiotices?


Tenho, nos últimos dias, ouvido uma campanha publicitária na rádio que me tem deixado a pensar:"Abasteça o carro e vá de comboio"

Agora vejamos se percebi:

1. Os pontos do cartão fastGalp podem ser trocados por bilhetes de comboio, certo?
2. Os pontos só se obtêm na aquisição de combustível, certo?
3. Se eu usar o comboio, não vou precisar do carro, logo não abasteço e consequentemente não obtenho pontos, certo?

Sou eu que estou a perceber mal, ou esta ideia é um bocadinho parola???? Aguardo e agradeço esclarecimentos de pessoas mais iluminadas

Dramas


O eterno problema das unhas, isto para não falar nos saltos altos...
Limo-as como se estivesse a lixar móveis;
Tiro-lhes as cutículas como se estivesse a descascar batatas;
Pinto-as como se estivesse a pincelar paredes.
E com isto desejo-vos um bom fim-de-semana que, mesmo sem jeito, tenho de ir tratar delas...

Tinha saudades de dias assim...

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Saí à rua e deparei-me com uma paisagem cinzenta e molhada. As árvores no outro lado da estrada perderam a cor e, também elas, são vistas na cor do tempo, como que cobertas por uma fina película de nevoeiro. O ar frio bate-me no rosto e enche-me os pulmões, a chuva molha-me o rosto e deixa-o gelado. A tudo isto junta-se um leve rumor marítimo e um cheiro doce a água salgada.

Um pedido que é uma ordem

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Pediram-me que não deixasse este blog morrer.

Memória olfactiva

O odor que caracterizava aquelas gavetas já não está lá - sucumbiu a outros que o substituiram, deixando apenas o seu rasto na memória.

A crise


A crise de que tanto se fala, tanto se lamenta e para a qual se está, constantemente, a procurar culpados em vez de se investir em soluções. Essa mesmo, que atingiu o lavrador, o retalhista ou, até mesmo, o banqueiro. Quanto dessa crise não é provocada por quem se queixa?
Não costumo discutir política nem religião, nem falar mal do meu país, nem da minha região (aquela de que se fala durante o mês de Agosto, onde toda a gente está de férias e a qualidade de vida abunda - só um aparte: desde quando é que o sol e a praia enche barriga???), no entanto, quando me vêm com cara de crise, falar da mesma e dizer "ai, isto vai muito mal", garanto que me apetece dizer: vai trabalhar que melhora!
Esta lenga-lenga para quê? - perguntarão. Faz hoje 6 dias que encomendei uns artigos a uma pequena loja num outro continente bem longe daqui. Faz hoje 14 dias que fiz uma encomenda a uma pequena loja no nosso país. Qual a diferença? A primeira já chegou, a seguinda ainda nem sequer foi colocada no correio. E depois venham-me falar de crise...

Já me dizia a minha avó: "faz mais quem quer, do que quem pode!"

O momento

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O momento certo não existe.
Desperdiça-se uma palavra,
deita-se fora um gesto,
perde-se a oportunidade.
Imagens que ficam apenas na imaginação,
instantes que ficam por revelar,
na espera da certeza do momento.

e no olhar, a tristeza

Os presentes íam chegando com os convidados. Imediatamente eram abertos e colocados dentro de um enorme saco que estava a ficar sem espaço para mais.
Ao meu colo ía observando, calada, aquele ritual apressado até que pousou os olhos nos meus e me disse: "Já viste, tantos pesentes que ela recebe...porquê?"

I know it's a bit too early, but...

... are you ready for the weekend???


Nem acredito que vêm aí três dias de fim-de-semana...

Um fim-de-semana dedicado a uma das coisas que mais gosto:


o Pano pra Mangas! Não que seja visível no blog, mas entre um Sábado de muita brincadeira com a Piriri, e alguns momentos de dolce fare niente consegui fazer sete babetes, uma clutch e quase terminei o meu primeiro baby quilt. Quase todas estas peças são para oferecer, pois se há algo de que gosto é de dar (a quem merece - na verdade e sem hipocrisia) coisas feitas por mim.
Ah, e ainda tive tempo para fazer uns pãezinhos de cenoura. Com isto tudo ainda me perguntam porque é que eu me sinto um extra-terrestre. Ora, não está à vista?

Miscelânea

rebuçados de caramelo; papoilas na beira da estrada; sorrisos rasgados; paixão aos pacotinhos; passeios a pé; mar translúcido; verniz encarnado; olhares cúmplices; cerejas maduras; chá de gengibre; Lisboa; felicidade; estrada sem fim;beijos sussurrados; oferecer presentes; jarras com flores; folhados de ovos moles; cantarolar; espirros matinais; fugir do medo; trapos; o cheiro a fruta fresca; perdidos e achados; leituras de viagem; príncipes encantados e princesas de longas tranças; corações...aos molhos!; botões; dicionários; mãos tímidas; sabrinas; momentos kodac; rabiscos sem horas; abraços apertados; cor-de-rosa; conforto; bolachas maria com manteiga; pão com azeite e açúcar; groselha; cheiro a alfazema; romãs.

Please don't stop the rain

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Banda sonora >

Um lugar meu

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Procuro um lugar que seja o meu.
Um país; uma cidade; uma rua; uma casa
ou, simplesmente, um (a)braço.

Encontro, de tempos em tempos,
o que julgo ser
esse lugar.
Não é. Não foi. Assim, jamais será.

Continuo a busca.
Sei que existe e que será (só) meu.
Em breve.

Homenagem

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A alguém que vou recordar com um sorriso.
A alguém que tinha sempre uma palavra gentil.
A alguém que, no cumprimento, me segurava o braço num gesto paternal.
A alguém que, carinhosamente, me perguntava sempre pela "brava", apesar de esta já não o ser.
A alguém que conheci desde que me lembro de mim.
A alguém que me transmitiu, não só conhecimento, mas também valores.
A alguém que partiu demasiado cedo.
A alguém que viveu feliz.

Moribunda

Quase morta, é o estado em que se encontra esta cerejeira. Dos seus ramos já não brotam folhas verdes nem frutos deliciosos. Foi deixada ao abandono. "Porquê?", perguntarão. Por inércia. Por preguiça. Por falta de vontade. Por tudo e por nada, e ainda por mais alguma coisa.
Num ímpeto surge uma força que me diz que não a posso deixar assim, uma vez que tanto me custou mantê-la viva durante tanto tempo. Não a posso deixar decair. Como tal, vou ali arranjar umas fotos bonitas e volto já de seguida.

Sintam-se inspirados e, por favor, passem palavra

Foi pela porta do lado que hoje fiquei a conhecer dois projectos que me deixaram em pulgas e com vontade de fazer algo. Para já divulgo-os aqui. De seguida vou amadurecer as ideias e depois quem sabe...
Solicito a maior atenção de todos vós e peço-vos que divulguem estes dois cordões de solidariedade que, ainda que não matem a fome do mundo, contribuirão, de certeza para alguns sorrisos.


Links:
Craft Hope
De Coração


Do fim-de-semana


Fomos à praia. Uma praia nova onde o relógio fica em casa e o único horário pelo que nos temos de reger é o do barco, caso contrário ficamos em terra, ou melhor, na ilha! Perguntou-me mil vezes onde íamos, e outras tantas ouviu a mesma resposta.
Ao passar pelas casas ía dizendo "Não é esta! Não é esta!", como se alguma vez já lá tivesse estado e conhecesse os caminhos labirínticos por onde passávamos, até que chegámos ao local certo e, sem que eu lhe tivesse dito nada, parou e disse "É aqui!". Quem sabe se em sonhos já tinha visitado aquela ilha que, para mim, continua a ser a melhor do mundo e arredores.
Já na praia brincou, apanhou conchas - mais de um quilo, a julgar pelo peso do balde, e não me deixou nadar para longe, pois "os bácos podem-te pisar".
Era a felicidade estampada no rosto, longe das pequenas-grandes tristezas que lhe invadem o pensamento a toda a hora. Ao final do dia, já no regresso, pediu-me apenas que queria ver o padinho e a madinha. E eu, fiz-lhe a vontade!